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segunda-feira, 14 de junho de 2010

encontr...ar...te

...vejo a arte...
que transcende.
...sinto a arte...
que invade.

a noite quando leva o dia


Hoje ela chegou mais ou menos no fim da tarde. O sol nem havia desaparecido. Não sei se você vê também os fins de tarde tristes. Muitas vezes a sensação é que tudo acabou e que não terá outro dia. A luz vai aos poucos dissipando, e as cores se escondendo no encontro da noite que vai cortinando o dia. Os bichos se levantam. Bom, na verdade acho que nem dormem. Os afazeres do dia impedem-nos de ouvi-los. Mas eles se alastram... e o nosso silencio, é vez para o seu barulho. A cada hora que apresenta a noite, mais silenciosa se submete aos homens.
Em meio a todo espetáculo, vem surgindo tímida. Nessa escuridão, toma conta do seu território. Um império de negridão frente à esfera de prata que irradia na terra.
Para mim, sinônimo de embriaguez e transcendência de mim homem, e a terra, mãe. Extasia-me a alma como se dela sugasse todo contentamento de um ser mínimo diante de tamanha beleza. Para os apaixonados, recordações e desejos. Para muitos... ignorada. Tão doce lua, reluzente, atraente. Que vem nos meus dias...todos, cada um de uma forma mágica e diferente. Que percorre o globo e me traz a alegria de uma noite mais bela. Namoro-a nesses dias...na sua imensidão de ser lua apenas em suas diversas faces e fases.
A lua que me encanta e faz cantar o meu coração.
Luz que me faz ver você... como se roubasse a beleza toda dela. Que me faz mudar os olhos e contemplar... ainda, muito mais... feita da pequena parte de toda essa perfeição, agonizando-me de contemplação, num misto de querer e veneração.
Danka Duarte