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sexta-feira, 15 de março de 2013

uM dIa ApÓs O oUtRo

que o dia nada fale e que fale tudo... que nas linhas nada se escreva e se revele tudo... que o dia não seja vão... que o tempo não corra não... que a dor e a agonia... seja calma e seja dia... e que nos encontremos em um ponto... em qualquer espaço ... em qualquer compasso... que nada seja escrito... nem mesmo perdido... que a fadiga do dia... não ultrapasse o prazer de viver... que a tristeza da noite... não a impeça o fascínio escurecer... não falemos pelos cantos como se o mundo tivesse obrigação de ser .. perceptível às nossas lamúrias... mas também não calemos por medo... de nos calarem... sejamos poetas, sejamos homens... sejamos gente... não somente... por acharem... doravante filhos do belo!... doravante seres mortais!... eis que o tempo é agora... e não amanhã... é cedo e frio demais... deixar que seja apenas... um dia após o outro.