Pesquisar este blog

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

dor de ser só


sino que soa
que destoa
no ar.
vento que vela
que revela
a dor de passar
vida que vaga
sozinha
vazia
sem ar
dentes sem dedos
dedos sem dor de amar.

sombra vazia
tão fria
ao luar
vagas vazio
tão frio
ao sabor do lunar

sopra o vento
e desassossego no ar
bolhas que vagam
na minha memória
de se maltratar.

vagueia o universo
de coisas
de eu
vagueia calado
mas não leve
o que é meu.

Ani ver Sário


ser corpo
e ter alma
ser alma
sem sentir o corpo
na carne
no caos
no descaso de ser
de não ser
Sário se aproxima
e Ani o vê.
Que interessante
a chegada de Sário
Ani ver Sário
É ver gente que passa
É ver vida que perpassa
É ver vozes, velas e ventos
É ver sorrisos
e solidão também.
Ani e ano
Ani e dia
Horas marcadas...
Passadas pelo tempo que não volta
Que se foi
Que se faz
e vai.
Que não mais voltarão.