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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

dor de ser só


sino que soa
que destoa
no ar.
vento que vela
que revela
a dor de passar
vida que vaga
sozinha
vazia
sem ar
dentes sem dedos
dedos sem dor de amar.

sombra vazia
tão fria
ao luar
vagas vazio
tão frio
ao sabor do lunar

sopra o vento
e desassossego no ar
bolhas que vagam
na minha memória
de se maltratar.

vagueia o universo
de coisas
de eu
vagueia calado
mas não leve
o que é meu.

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