Sou mesmo eu...
...sem palavras e com uma sina.
__Sim, és?
__Não vês?
__Lamento desapontar-te!
__Imagine! A seu dispor!
__Que loucura. Grito e sinto meu som.
Como se a luz dissipasse as trevas
Como se alma fosse o próprio inferno.
Ardendo em chamas.
Ardendo dentro de mim.
Traria-me água?
__Pois não...aqui está a sua água.
__Mas não quero do poço dos homens
fétidos, cães sarnentos.
Quero a água pura... viva...
Quero-a cada vez mais.
Tenho sede dessa água que sacia
os meus medos.
__Não vês sua sede se embriaga com seu medo?
Com a sua necessidade?
Não tens sequer um teto... sequer uma sombra...
Como podes exigir qualquer coisa?
__Não exijo porque quero.
Exijo pelos méritos do favor imerecido.
__Não entendo
__Não precisa. É loucura.
Não queira entender.
Tem hora... que é preferível
Não entender mesmo.
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