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quarta-feira, 22 de junho de 2011

A loucura de estar aqui

Aos sábios, a lucidez.
Aos loucos, a doudura.
Aos íngremes, a polidez
Aos súditos, a fronte escura.
A todos um passo de guerra,
e à guerra, uma eterna paixão
que desfaz o sonhado,
que infiltra calado,
Mas que alegra em lembrança
e exalta em horror.

Para toda razão há um canto
e a toda loucura um poço
Uns sobem rastejando,
outros rastejam cantando.
Mas os que calam aprendem,
e os que aprendem subjugam:
o mal, o bem, a face.
O enlace do velho e novo.
Rico, pobre e choroso
de almas a vagar.

Não sou pobre, nem pálido, nem doudo,
nem sou rio que corre pro ar.
Não sou sombra de cousas espantosas,
nem sou peste que se põe a pestanejar.

Sou apenas um louco.
Como canto e gemo em verso vil!
Sou a teia que corre parada,
que desgasta, mas não perde o fio.

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