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sábado, 21 de abril de 2012
Um dia quem sabe...
A vida não imita nada. As ações humanas que são a maior imitação da vida. Tudo o que foi inventado já se tinha criado. A inteligência tem nos transformado no reflexo da vida através dos nossos feitos. Somos fadados a reproduzir o que ela já fez. A natureza revela. O universo conspira.
Nós observamos curiosos todo mistério da existência. Bisbilhotamo-na descaradamente, fazendo dela chance de construção da nossa própria glória. Somos selvagens quando deixamos de ser protagonistas e enfrentamos o mundo para estar em evidência. Muitas vezes nos esquecemos de nós mesmos e quanto aos outros... nem os percebemos. Tudo que nos diz respeito é mais importante que qualquer coisa, mesmo que essa seja um grito de socorro por nosso afeto.
Temos nos violado e perdido a direção das coisas, justificando e pautando-se no que não lhe acrescenta nada.
Mas...
a poesia permanece e prevalecerá.
Sem medo e sem respeito e sem pudor
e um dia vista,
visitada e compreendida
por todos nós.
Ela há de pulsar mais forte
que o próprio esfriamento
do amor.
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Você tem que escrever mais. Realmente é boa nisso.
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