A última vez que escrevi
o fiz por medo de perder as palavras.
E se o faço por medo,
Sob tortura serão os meus dias.
Sou poeta menor, recrutai os poetas menores, ó efêmera vida!
Fazei-os livres de suas obrigações.
Recrutai-os a seu favor!
Sem pavor.
Sem últimos instantes,
Quero viver a mesma memória de todos os dias.
Quero ouvir a música, inda que longe dos meus ouvidos
Quero gritar no silêncio de todas as casas e de uma cidade inteira.
Sê inteiro! Diz o meu coração.
Não sei ser inteiro
por qualquer razão.
Quero o mundo.
Um mundo minúsculo que vive dentro de mim.
Que me ouça e me acolha.
Que entenda a minha doença e que cure as minhas chagas.
Esse mundo é meu e esta em mim.
Que vivamos a espreita de cuidar do que é nosso
Que sejamos mundo dentro de nós mesmos
Nem que seja pela última vez
de tudo na vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui seu comentário sobre o Blog ou sobre o Post