Não somos obras mal feitas
nem fomos feitos por nada
Não há imagem perfeita,
que desfeita,
invada.
Mesmo sendo um poeta pequeno
daqueles que não faz diferença,
Creio sim; calado, sereno
Por ser nada..
...se atenta.
Um poeta tem Deus em essência
E sem Deus, ele morre.
Em versos de triste calor,
Não cala...
...socorre!
Agora, sublime e audaz a clamar
o vil caminho percorre.
Um poeta sem Deus a vagar,
não vive...
...morre!
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
Atirar
Fico sobre o frio desse dia
Físico sobra no feitio desse leito
Finda a saudade do passado.
Grande ilusão
Galardoa a sensação enfim,
sem fim.
Sem nexo
Desconexo.
Sem medo
Realengo.
Corro sob impulso dos meus atos
Levanto-me,
Ora tranqüilo...
Ora sem sono.
Mas acordo inerte
São pesadelos que se vão tão breves.
Atiras em meu peito:
que esse medo passou.
Físico sobra no feitio desse leito
Finda a saudade do passado.
Grande ilusão
Galardoa a sensação enfim,
sem fim.
Sem nexo
Desconexo.
Sem medo
Realengo.
Corro sob impulso dos meus atos
Levanto-me,
Ora tranqüilo...
Ora sem sono.
Mas acordo inerte
São pesadelos que se vão tão breves.
Atiras em meu peito:
que esse medo passou.
Tudo tem tino
Transformei todo tempo tapado
Temperei tempestades turbulentas
Todo tambor tiniu
Trombando também tronos.
Tentei ter o tablado
Tirando telhas trincadas
Tecendo terceiros
Torrando, tremendo.
Tornei torturador no trabalho
Tomei o trocado do transeunte
Tantos topos topei!
Tombei toda tocaia.
Destravei taperas trancadas
Travei trilhas tangentes
Testei torrentes tortuosas
Trazendo terráqueos tolos.
Tateando toquei nos tocos
Troquei todas as tonalidades
Trinquei as taças terrenas
Tingindo, toando, torturando.
Temperei tempestades turbulentas
Todo tambor tiniu
Trombando também tronos.
Tentei ter o tablado
Tirando telhas trincadas
Tecendo terceiros
Torrando, tremendo.
Tornei torturador no trabalho
Tomei o trocado do transeunte
Tantos topos topei!
Tombei toda tocaia.
Destravei taperas trancadas
Travei trilhas tangentes
Testei torrentes tortuosas
Trazendo terráqueos tolos.
Tateando toquei nos tocos
Troquei todas as tonalidades
Trinquei as taças terrenas
Tingindo, toando, torturando.
Eu sol
Eu chuva.
E me elevo vento,
Tempestuoso sopro.
Sob escorregadas noites,
Deslizo eu pedra,
Cachoeira nascente
sob as curvas
da minha contínua imagem.
Eu horizonte,
Eu tempestade.
O abrigo da brisa minha
rompe o sol da noite clara.
E às chamas desse ninho
Aconchega-se às vozes
Que sussurram no meu peito...
Rara beleza,
Esplendida!
Pétala macia
Dor singela,
Canto de alegria.
Toda noite e pela manhã
Quando a chuva cai
e o sol erradia!
Eu chuva.
E me elevo vento,
Tempestuoso sopro.
Sob escorregadas noites,
Deslizo eu pedra,
Cachoeira nascente
sob as curvas
da minha contínua imagem.
Eu horizonte,
Eu tempestade.
O abrigo da brisa minha
rompe o sol da noite clara.
E às chamas desse ninho
Aconchega-se às vozes
Que sussurram no meu peito...
Rara beleza,
Esplendida!
Pétala macia
Dor singela,
Canto de alegria.
Toda noite e pela manhã
Quando a chuva cai
e o sol erradia!
No palco
Não posso mais
nem haverei de chorar.
Quero cem
e sem querer
esmago o pranto.
Quem disse que ganharei fortunas?
Magnificarei o tolo,
dar-lhe-ei outro nome
que dentre tantos nomes
não se faça ser.
Ela partiu uma manga
e jogou os óculos no pescoço.
Seus olhos estão trocados.
Sua pele...
... no desgosto.
Não assusto o poeta vil
nem dou abrigo ao cachorro ladrão.
Sou pesado como grande canil
que desfaz, resgata
em ação.
Sem a rosa, perdi esse pólen.
Sem lamento, sem prazer.
Vida – infame de tanta contradição!
nem haverei de chorar.
Quero cem
e sem querer
esmago o pranto.
Quem disse que ganharei fortunas?
Magnificarei o tolo,
dar-lhe-ei outro nome
que dentre tantos nomes
não se faça ser.
Ela partiu uma manga
e jogou os óculos no pescoço.
Seus olhos estão trocados.
Sua pele...
... no desgosto.
Não assusto o poeta vil
nem dou abrigo ao cachorro ladrão.
Sou pesado como grande canil
que desfaz, resgata
em ação.
Sem a rosa, perdi esse pólen.
Sem lamento, sem prazer.
Vida – infame de tanta contradição!
Sina sofrida
Sempre saí surdo sendo sincero
Sempre saudei senhores cínicos
Suei sangue e sarei seco.
Serenei sem saber sarar
Sabotei suaves sentidos,
Satisfiz sua sede.
Semeei sementes sem ser
Servi sempre sozinho
Senti sagrados sons
Saceando sem cisma.
Subi saudosas sombras
Sobre senzalas sofridas.
Soboreei sempre sereno
Sem saber sentir
Sonhei seus sonhos sacanas
Silenciei suspiros, sim
Sabendo sem certezas,
Solidão sempre senti.
Sempre saudei senhores cínicos
Suei sangue e sarei seco.
Serenei sem saber sarar
Sabotei suaves sentidos,
Satisfiz sua sede.
Semeei sementes sem ser
Servi sempre sozinho
Senti sagrados sons
Saceando sem cisma.
Subi saudosas sombras
Sobre senzalas sofridas.
Soboreei sempre sereno
Sem saber sentir
Sonhei seus sonhos sacanas
Silenciei suspiros, sim
Sabendo sem certezas,
Solidão sempre senti.
Suspiros
Nostálgico de tudo:
Passos...labirintos...alma.
Uma infância vazia...
...tristezas...alegrias.
Um clamor ao passado
Refrigera tão vago presente;
Monotonia!
E se vão os tempos remotos!
Exilada alma...tortura suave.
Travar-se-á as vozes.
A lápide da lembrança
refará o belo.
Os surtos de retorno
far-me-á sangrar...
...mais uma vez,
devagar...
Almejando a antiga terra,
disfarçada pelo curto túmulo
que aos golpes me espera.
Atordoando a agonia,
um suspiro...um bocejo.
Trazendo antes da morte...
fantasia.
Passos...labirintos...alma.
Uma infância vazia...
...tristezas...alegrias.
Um clamor ao passado
Refrigera tão vago presente;
Monotonia!
E se vão os tempos remotos!
Exilada alma...tortura suave.
Travar-se-á as vozes.
A lápide da lembrança
refará o belo.
Os surtos de retorno
far-me-á sangrar...
...mais uma vez,
devagar...
Almejando a antiga terra,
disfarçada pelo curto túmulo
que aos golpes me espera.
Atordoando a agonia,
um suspiro...um bocejo.
Trazendo antes da morte...
fantasia.
Livres
Que pensas ver nos meus versos agora?
Porventura a mais fútil mensagem de amor,
ou carinho, paixão, retomados de calor?
Não. Sentimentos por vezes me devoram.
Não direi que neles não encontrarás ilusão
Há palavras retomadas de sofrimento,
Inspiradas ao mesmo sentimento
De angustia, dor... alienação.
Compreendas com coragem e contentamento
N´alma a certeza
de imensa estrada sofrida.
Da passagem calma e abatida
percebendo sua sutileza
terás uma noite perdida.
Porventura a mais fútil mensagem de amor,
ou carinho, paixão, retomados de calor?
Não. Sentimentos por vezes me devoram.
Não direi que neles não encontrarás ilusão
Há palavras retomadas de sofrimento,
Inspiradas ao mesmo sentimento
De angustia, dor... alienação.
Compreendas com coragem e contentamento
N´alma a certeza
de imensa estrada sofrida.
Da passagem calma e abatida
percebendo sua sutileza
terás uma noite perdida.
O juízo das juras
Juro jogar junto
Jurar aos Josés, Joãos e Joaquins.
Juntar jarras e janelas
Com juramento jubiloso.
Jamais jurarei aos jornalistas
Jogarei juízes em jus
E jantarei com jogo japonês
Junto aos jornaleiros.
Ajoelharei nos jargões da vida
Ajustarei de jeito jactante
Juntarei jornadas gigantes
Gemendo em gostos germinantes.
A justiça justificará o júri
Num jogral, jorrarei justificado
E jurarei num gesto gentil
Palavras a meu amor sufocado.
Jurar aos Josés, Joãos e Joaquins.
Juntar jarras e janelas
Com juramento jubiloso.
Jamais jurarei aos jornalistas
Jogarei juízes em jus
E jantarei com jogo japonês
Junto aos jornaleiros.
Ajoelharei nos jargões da vida
Ajustarei de jeito jactante
Juntarei jornadas gigantes
Gemendo em gostos germinantes.
A justiça justificará o júri
Num jogral, jorrarei justificado
E jurarei num gesto gentil
Palavras a meu amor sufocado.
A loucura de estar aqui
Aos sábios, a lucidez.
Aos loucos, a doudura.
Aos íngremes, a polidez
Aos súditos, a fronte escura.
A todos um passo de guerra,
e à guerra, uma eterna paixão
que desfaz o sonhado,
que infiltra calado,
Mas que alegra em lembrança
e exalta em horror.
Para toda razão há um canto
e a toda loucura um poço
Uns sobem rastejando,
outros rastejam cantando.
Mas os que calam aprendem,
e os que aprendem subjugam:
o mal, o bem, a face.
O enlace do velho e novo.
Rico, pobre e choroso
de almas a vagar.
Não sou pobre, nem pálido, nem doudo,
nem sou rio que corre pro ar.
Não sou sombra de cousas espantosas,
nem sou peste que se põe a pestanejar.
Sou apenas um louco.
Como canto e gemo em verso vil!
Sou a teia que corre parada,
que desgasta, mas não perde o fio.
Aos loucos, a doudura.
Aos íngremes, a polidez
Aos súditos, a fronte escura.
A todos um passo de guerra,
e à guerra, uma eterna paixão
que desfaz o sonhado,
que infiltra calado,
Mas que alegra em lembrança
e exalta em horror.
Para toda razão há um canto
e a toda loucura um poço
Uns sobem rastejando,
outros rastejam cantando.
Mas os que calam aprendem,
e os que aprendem subjugam:
o mal, o bem, a face.
O enlace do velho e novo.
Rico, pobre e choroso
de almas a vagar.
Não sou pobre, nem pálido, nem doudo,
nem sou rio que corre pro ar.
Não sou sombra de cousas espantosas,
nem sou peste que se põe a pestanejar.
Sou apenas um louco.
Como canto e gemo em verso vil!
Sou a teia que corre parada,
que desgasta, mas não perde o fio.
Gotas do Pincel
A mancha na pinta.
A pinta com mancha.
A mancha que pinta,
A pinta que mancha.
A mancha é pinta.
Ou vês pinta como mancha?
Mancha o pranto que pinta
sobre a mancha que mancha.
Toda a pinta bonita,
que pinta feito mancha,
sobre a mancha que pinta,
A pintura se desmancha.
E desmancha tão forte
que não se sabe quem pinta.
Se é a mancha ou a pinta
Ou se é mesmo tinta
Que se respinga
sobre o chão.
A pinta com mancha.
A mancha que pinta,
A pinta que mancha.
A mancha é pinta.
Ou vês pinta como mancha?
Mancha o pranto que pinta
sobre a mancha que mancha.
Toda a pinta bonita,
que pinta feito mancha,
sobre a mancha que pinta,
A pintura se desmancha.
E desmancha tão forte
que não se sabe quem pinta.
Se é a mancha ou a pinta
Ou se é mesmo tinta
Que se respinga
sobre o chão.
...Às Vezes
Tom vai
Tem vez.
Tu vais?
Tu vens?
Tons vão!
Tem voz?
Tua voz,
Tu vês!
Tu vais,
Tons vêm!
Tu vias,
Ti vêem!
Tons...tum.
Tom,
Tum Tum.
Vês?
Vais?
Vias?
Tem vez!
Tem vez.
Tu vais?
Tu vens?
Tons vão!
Tem voz?
Tua voz,
Tu vês!
Tu vais,
Tons vêm!
Tu vias,
Ti vêem!
Tons...tum.
Tom,
Tum Tum.
Vês?
Vais?
Vias?
Tem vez!
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